O portão da escola está fechado, mas Nina sabe como abri-lo. Os gêmeos, Bruno e Danilo, ensinaram a ela como fazer isso no portão do sítio, pois vivem fugindo para brincar com o vizinho. Ela faz do jeito que eles ensinaram: Subir na grade, puxar o trinco e empurrar com força. Tenta duas, três, quatro vezes, mas escorrega em todas elas. Seu tênis está encharcado e seus olhos mal enxergam na chuva. É apenas na quinta tentativa que sente o trinco se mover e o portão abrir. A menina escorrega uma última vez e cai no chão em um baque surdo. Se ergue esfregando o traseiro dolorido e se põe a correr. Enquanto corre, sente o coração bater na garganta. Está fazendo algo muito, muito feio. Nunca foi tão desobediente antes e isso deixaria a professora muito brava. Seus pais também ficariam chateados, e seus avós e todo mundo. “Aqui não pode passar” Um homem barbudo grita e acena para os carros. “A ponte está alagada, é muito perigoso.” Ela já havia passado por ali muitas vezes para che...
Webnovela por Aline Stechitti