A completa atração dos olhos, a incapacidade de saber o que fazer quando deveria. Esse nosso cérebro enganoso é malvado. Poderia haver mecanismo que fizesse com que as melhores atitudes fossem tomadas sob uma avaliação completa em milésimos de segundo para evitar tantas mancadas. Quando vê que não houve nada na partida, vira-se novamente para Roberta, mas ela já está entrando no corredor. -E aí cara? Começou? -Pedro chega animado quando ele já está indo segui-la. -É... Mas acho que eu vou dormir. Sabe como é... -Que dormir! Ainda é cedo, vamo ver o jogo! O amigo praticamente o arrasta de volta. Roberta entra no quarto e vai para o banheiro, já tranquila. Não que não esteja muito brava ainda, mas somente o fato de ter tirado uma com a cara de Diego já a faz sentir muito melhor. Ela para frente ao espelho e retira a maquiagem dos olhos, que era a única que ainda teimava em ficar em seu rosto. Liga o chuveiro e a água quente começa ...
Webnovela por Aline Stechitti