Pular para o conteúdo principal

Cap 75 - O grande amor da minha vida

Sentem-se. Inteiramente. É como se nada fosse igual, nem mesmo os toques, nem mesmo os gestos, nem mesmo as ondas enérgicas do corpo. São sempre outros, cada vez mais junto, cada vez mais perto um do outro, cada vez mais “um do outro”.
Diego sente o corpo dela desejando o dele, sente que o toma, sente que o prende. Ela o acaricia com os dedos e logo o arranha, fecha os olhos, suspira e leva a cabeça para trás, deixando o pescoço à mercê dos beijos dele. Parece já não suportar o movimento calmo de Diego. Isso a deixa tonta, perdida, inerte. Mas ele não tem pressa e decide mantê-la nessa agonia prazerosa por mais tempo do que ele mesmo suporta. É que mais do que sentir prazer, vê-la sentir é algo que o fascina.

O quarto escuro, o cheiro de rosas vindo do óleo que está na pele vai se misturando à transpiração. Tudo é um jeito de embriagar os hormônios deixando-os tão vivos que quase podem ser tocados no ar.
Roberta envolve os braços no pescoço de Diego e procura sua boca, implorando por um beijo a mais. Ele aceita e permanece nela, mas para de se mover, beijando-a com loucura, com intensidade e desejo.
Os braços dela começam a apertá-lo, os dedos agarram ao cabelo dele e ela se desespera de desejo ao se ver presa, ao se ver provocada de tal maneira sem poder reagir. É quando Diego se ergue trazendo-a encaixada em seu colo e sente ao se sentar no colchão, que os movimentos dela tornam-se loucos e era bem isso que queria. Queria que ela se mostrasse uma verdadeira fera e foi bem isso que teve. Roberta não pensou em nada, não viu nada e sentiu tudo. Tragou-o para dentro de si brutalmente sem medir gemidos ou suspiros. Sentiu o corpo dele chegar ao máximo de prazer junto ao seu e então, exausta, deixou-se cair em seus braços, completamente entregue.
Diego sorriu segurando sua cabeça e beijando seu rosto delicadamente. A respiração de ambos está agora cansada. A pele unida tem a mesma temperatura e nada existe neste momento, nem o lugar, nem a vida, nem a morte ou mesmo a tristeza. É tudo uma questão de segundo, uma questão de estar no centro de apenas um sentimento, apenas um e nada mais.
Houve um instante, até mesmo antes de estarem juntos pela primeira vez, em que ambos imaginaram se seria mesmo assim. Se algum dia eles seriam suficientes um para o outro e se as coisas continuariam a ser tão bonitas e tão deliciosas como eram no começo de tudo.
-Melhores. –Foi o que ele disse. –A cada dia, mês, semana... Sempre melhor.
Ela o olha e vai deitando em seu peito. A chuva agora é suave, os carinhos sem fim neste momento de solidão e intimidade, são o complemento de uma noite perfeita.
O rosto dela está calmo e seus suspiros cada vez mais suaves.
-Eu gosto da gente. Do jeito que somos. Acho que brincamos muito e somos sérios ao mesmo tempo. Isso deixa tudo mais leve.
-E mesmo brincando nós sabemos cuidar do que é importante, não é? –E acariciou seu queixo.
-Claro que é.
Roberta sorriu e deixou os lábios dele tocarem os seus. Está tudo tão bom, tão quieto e em aspecto de sonho, que eles acabam por dormir assim, entre toques e beijos, abraçados e em total despreocupação.
Cada gota que caiu do céu propiciou um alívio para plantas, assim como cada segundo da noite, propiciou a eles um alívio do mundo. As vidas precisam ser saciadas de alguma forma segundo a natureza do que as compõe. Há muita coisa a ser alimentada dentro das pessoas para que continuem vivas. Muito mais do que as plantas.

Algumas poucas horas depois, Diego está sonhando e em seu sonho está como que passeando dentro de casa e não há ninguém em nenhum lugar até que ele vai até a sala e encontra Roberta no sofá, procurando algo.
-O que você perdeu? –Ele pergunta, mas ela não responde.
-Roberta? O que foi que você perdeu?
Ela o olha e balança a cabeça negativamente.
-Nunca mais vou achar. Nunca mais. –Ela se entristece.
É nesse instante que os olhos dele se abrem, se arregalando de uma só vez. O coração está disparado e ele nem sabe por quê. Olha ao lado e Roberta acaba acordando com sua agitação.
-O que foi? Pesadelo?
-Não. –Ele coça a cabeça. –Bom, não sei.
-Ué. Não há como não saber. Se foi ruim foi um pesadelo, se foi bom foi um sonho.
-Não aconteceu nada de ruim, só... Sei lá, foi estranho. Acho que me lembrei da...
Por mais que aprecie este momento, Diego sabe que eles não são mais sozinhos e acaba voltando os pensamentos para o que de mais vulnerável eles tinham naquele momento.
-Da Nina?
-É. Tá ficando tarde, temos de busca-la.
Roberta sorri preguiçosa e presunçosa ao mesmo tempo.
-Você acha que eu estaria aqui despreocupada se soubesse que a nossa filha não está segura e bem cuidada? Minha mãe se ofereceu para ficar com ela esta noite.
Diego a olha primeiro desconfiado, depois preocupado, e Roberta começa a rir ao ver nos olhos dele, o desespero.
-Não tem graça, Roberta! Você melhor que ninguém sabe que ela pode esquecer a Nina na pracinha ou em qualquer outro lugar do jeito que ela é distraída!
-Ah, Diego! Não fale assim da minha mãe! –Diz segurando o riso e tentando parecer ofendida, mas quando vê que ele está realmente preocupado, para de brincar e segura seu braço. –Calma, eu pedi a Dani para ajudar. A Nina não está sozinha com ela.
-Ah... –Diego suspira aliviado. –Você quase me matou de susto.
Ela ri.
-É incrível como as coisas mudaram tanto em um ano. –Roberta relembra. –Nossa pequenina esta crescendo tão rápido. Está tão linda e tão esperta...
-Você sempre fica diferente quando fala dela.
-A fofura dela me quebra, Diego... O que eu vou fazer se um dia precisar castigar aquela menina? Não, -Ela balança a cabeça. –eu não sei o que vou fazer.
-Você vai saber o que fazer, não tenho dúvida. –Ele segura o rosto dela. –Nós dois vamos educa-la muito bem.
-Tomara. Não quero que ela seja uma pestinha como eu fui.
-Por quê? –Diego ri e até pensa em zoar, mas como ela está séria, espera apenas pela resposta.
-Porque é melhor que ela aprenda com a gente a ter limites do que aprenda com os outros. Eu sei muito bem como é aprender apenas quebrando a cara e não quero que ela passe pelo mesmo.
Ele a observa, admirando a mulher incrível que ela está se tornando. Acaricia seu rosto sonhadoramente e suspira.
-O que foi Diego?
-Nada! –Ele dá um sorriso torto. –Só estou admirando o grande amor da minha vida me encher de orgulho.
-Hm... –Roberta sorri e o beija.
-Bom. –Ele se ajeita para se levantar. –Mesmo assim temos de ir pra casa né? Pois amanha cedo vamos busca-la.
-Ok, tudo bem, então vamos.
Eles se levantam, arrumam o que tem de arrumar e seguem para casa.
Já dentro do carro, o silêncio e o chuvisco nos vidros, deixa o trajeto relaxante e tranquilo. Uma noite terminando tão perfeita como ela desejava.
Como Roberta saiu ainda cedo, não deixou nenhuma luz acesa, e a casa está um verdadeiro breu quando entram. Enquanto Diego tranca a porta, ela vai acender as luzes e o que vê quando o faz, a assusta de tal maneira, que é inevitável um grito.
-Roberta? O que foi? –Diego chega à sala em segundos.
-Você só pode estar louco! –Ela fala em um tom de voz que apesar de contido, não disfarça a raiva.
-Que brincadeira é essa? -Diego também olha para Leonel que está sentado na poltrona, mirando-os com ar de mistério.

Obrigada p me ajudar no capítulo, Darly! Sem vc eu não iria conseguir tão cedo! =D

Comentários

  1. Aaaahh... Q medooo.... Sempre deixando a gente com curiosidade né Aline? Linda web, tava com saudades :)

    ResponderExcluir
  2. Cap. maravilhoso!!! Obrigada Aline e Darly hahah

    ResponderExcluir
  3. ainda bem q vc voltou.
    mega ótimo!
    #medo!

    ResponderExcluir
  4. Quero mais! Vou morrer de tanta curiosidade, menina!! Por favor, não suma de novo... Quer nos matar do coração!
    A Darly tbm arrasa, parabéns para as duas!

    ResponderExcluir
  5. Posta ++++++++++++++++++++++++++++
    Ameeii *-*

    ResponderExcluir
  6. Poxa Aline.. N suma mais ! Quase q eu morro. Eu entro pelo menos 5 vezes por dia nesse blog pra ver se vc postou, e hj eu tava sem internet e agr q eu entrei e vi .. Quase morri :) Ficou perfeito, esta de parabéns ! Adoro vc e adoro esse blog. A web esta a cada dia melhor ! Beijos

    ResponderExcluir
  7. Ownnn finalmente , quando recebi sms do seu tweet no meu celular quase morri O.o é que meu celular ta cadastrado na minha conta do twitter e quando alguem me manda algum twett vem direto no meu celular *-* esperei tanto por esse capitulo , você e a Darly estao de parabéns u_u

    ResponderExcluir
  8. Ownnn finalmente , quando recebi sms do seu tweet no meu celular quase morri O.o é que meu celular ta cadastrado na minha conta do twitter e quando alguem me manda algum twett vem direto no meu celular *-* esperei tanto por esse capitulo , você e a Darly estao de parabéns u_u

    ResponderExcluir
  9. amando cada vez mais, perfeita.
    O que o Leonel tá fazendo na casa de DiRo??? super curiosa.
    Muito lindo e especial o capitulo, super incrivel parabens.
    posta mais pf

    ResponderExcluir
  10. Linda eu quero ler os outros capitulo logo!!!

    ResponderExcluir
  11. M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-OOO parabéns Line,cada vez mais se superando com capitulos explendidos! parabéns!

    Mellina M.

    ResponderExcluir
  12. Meu anjo seu blog ganhou um selinho. Pega lá
    webnovelaluars.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Cap 44- O convite

 Franco e Eva a observam sem entender muito. Afinal segundo os amigos Roberta não queria ir nessa viagem. -Como você sabia que...? -A Alice me disse hoje. -Hoje? -É, eu acordei ela. -Acordou? -Eva se surpreende. -É, e ela não ficou muito feliz não... Mas pedi que fosse combinar com os outros. -Ela foi pro colégio sem a minha autorização? -Bebê! Deixa disso vai? -Eva o segura buscando mostrar a Franco que ele não tinha motivos para se alterar. -Ok!  Roberta abre um sorriso. -Vocês podem ir. Eu vou dar um jeito. Mas vou mandar um dos homens de minha confiança para olhar vocês... -Mas... -Roberta! -Eva também tenta convencer a filha a aceitar lançando um olhar repreensivo. -Ok, tudo bem. Vou arrumar minha mala! Obrigada gente.  A rebelde dá um beijo na mãe e sobe as escadas feliz da vida.  Eva fica parada pasma. -O que foi isso? -Franco sorri. -Ela nos agradeceu e ainda te deu um beijo antes de sair? Foi isso mesmo que eu vi? -Eu só quero saber um...

Cap 100- "Felizes para Sempre"

 Tomás e Pedro recebem as namoradas e as cumprimentam fascinados. Diego fica por último e tem um semblante sonhador ao vê-la ainda mais bonita do que nunca. -Vocês estão iguaizinhos aos “Homens de preto”. –Ela ri ao descer. -E você tá a coisa mais linda que eu já vi. -Ah... –Ela envolve os braços nele que termina de descê-la segurando sua cintura enquanto se beijam. -Hm... Tirei seu batom. –Ele passa o dedo no canto da boca dela tentando concertar. -Se foi pra você tirar que eu passei...  Diego ainda a beija mais um pouco antes de seguir até onde o baile de formatura ocorria, mas quando finalmente chegam, têm a sensação de estarem em um filme. -Ué, sem ponche? –Roberta retifica a mesa e pega um doce. -Acho que não vão anunciar o rei e a rainha do baile, mas quer dançar comigo? –Ele a chama segurando em sua mão. -Claro! Afinal, se fossem seria a Alice e o Pedro mesmo! -Ah... Duvido, você é a garota mais linda aqui. -Você vê assim porque me ama! -E porqu...

Cap 30- Incertezas...

 Diego aproxima a boca, que vem aquecida pelo banho que havia tomado. Roberta não se mexe, somente respira. Com muita vontade ele invade os lábios dela compulsivamente. Beija de modo que a respiração não encontra tempo de entrar nos pulmões.  O rebelde se perde no interior da boca que o recebe sem resistência. Saboreia sem limites e sem demora segundo após segundo.  Aperta forte o corpo dela contra o seu. Roberta não encontra a razão dentro de si para interrompê-lo. Está aérea.  Ele dá um passo para frente e a leva junto, agarrado à toalha que a cobre. Um pouco mais e ela cairia.    Roberta sente um frio na barriga que lhe percorre todo o corpo e que deixa suas pernas bambas. Ela em alguns milésimos de segundo pensa em pará-lo mas não quer, não consegue. Os beijos dele a deixam sem forças, sem condições de impedir que ele a tenha.  A janela aberta lhes oferece o frio da noite mal começada. O vento trás uma leve neblina e balança a cortina fina e tr...