Pular para o conteúdo principal

Cap 5- (Faculdade)- Temporal




 A cabeça afundada em seu peito, os cabelos soltos em seus braços. Sentí-la tão perto enquanto o temporal agredia a cidade é trazer-se a uma paz única. Tem os braços dela em volta de sua cintura como duas cortas apertadas e sua boca lhe tocava a gola da camisa de onde ouvia sua respiração ansiosa.

-Tudo isso pelo susto? –Ele a abraça e balança devagar.

-Não... –Roberta sorri sem que ele veja. –É saudade... Muita saudade.

 Ela sobe o olhar na última frase e Diego larga o abraço para segurar seu rosto. A garota tem um jeito doce encoberto na rispidez. É algo que só ele tem acesso e se sente privilegiado por vê-la completamente como é... De corpo e alma.

-Eu também... To enlouquecendo de saudade...

 Roberta estica os braços cruzando em seu pescoço.

-Eu quero você... -E quando os lábios dele chegam, ela lhe dá um beijo no momento de um clarão.

 O namorado vai adentrando no interior aquecido de sua boca que o recebe com vontade. O relâmpago faz com que ela se aperte ainda mais a ele e o beije de modo profundo.

 Quando se dá conta, Diego já está subindo sua blusa. As roupas vão indo para o chão e o frio contrasta com o calor deles.

 Ele entra com a mão direita em sua nuca, entre os cabelos, facilitando um prazer maior no beijo. E assim a vai levando, descendo-a até a cama, pousando sua coluna despida sobre o colchão e a cabeça sobre o travesseiro. Tudo sem desconectar o beijo que a cada minuto enlouquecia-os mais.

 Roberta desce as mãos pelas costas dele enquanto o sente em seu pescoço. Vai descendo mais e apertando, retirando sua calça. Ele ao sentir ajuda e vai ficando quase completamente nu.

 As mãos dela passeando por seu corpo, a maneira como ela o olha, como fica ofegante e vibra o alucina cada vez mais.

 Arrepios são sentidos quando ele retira dela o sutiã, indo lentamente e descobrindo, beijando ao redor antes de retirar de vez. Fica algum tempo ali onde o fôlego faz o peito subir e descer em um compasso exaltado. Toca com carinho, pressionando as mãos e deixando-a trêmula. Diego tem apetite pelo corpo dela e quanto mais a tem mais quer tê-la enlouquecidamente.

 A luz, antes pouca, agora é mais que o suficiente. Um meio escuro, um meio clarão revezado com os raios da tempestade lá fora e um momento íntimo de muito desejo guardado.

 De olhos fechados ela o sente na boca. O corpo inteiro sobre o seu se preparando para algo óbvio. Ambos se olhavam a semana toda, sempre tendo-se poucas vezes nos braços e muitas vezes nos sonhos.

 O abajur ao lado deles deixa uma massa de um falso fogo subindo e descendo sobre a imagem um do outro.

-Linda... –Diego deposita um beijo quente em seu rosto seguro com uma das mãos. –Minha linda... –E olha dentro dos olhos dela que mesmo com o coração acelerado ainda sorri.

-Eu te amo...

-Também te amo... –Ele desce até os ouvidos dela com um ar quente. –Te amo demais...

 Os instantes de turbulências no estômago, de queimar da face, de descontrole dos sentidos. Os instantes de ter vontades incontroláveis e instintivas, de se estudar o outro com uma febre quase alucinógena.

 Quando o sente puxar suas coxas brutamente, Roberta trava as mãos em seu ombro.

-Diego...

 O rapaz a acalma com um “psiu” quase inaudível.

-Vou devagar...

 O coração dela palpita com a frase e delira ao observá-lo. Já o tinha há tempos dentro do coração, mas quando o tinha também no corpo, sentindo o quanto ele desejava estar ali, era como se tudo estivesse completo.

 Ele vem como havia prometido, bem devagar, fazendo o delírio dela aumentar. Roberta segura o travesseiro, prendendo a respiração e travando os olhos até que ele se junta completamente e vem beijar sua boca.

 Beijo molhado, intenso, seguido de mordidas... Um roçar excitande, um ir e vir lento e constante onde as pernas não encontram lugar.

 A chuva cada vez mais forte presencia tudo do outro lado da janela. Sua braveza de trovões e raios e pesada água não se acalma e a escuridão do quarto são as pálidas testemunhas.

 Ele se movimenta apertando o lençol com força, evitando fazer isso com ela e machucá-la. Diz e ouve coisas ao ouvido. Coisas secretas de amor, de cobiça... Uma provocação gostosa e inquietante.

 A umidade da pele já é visível e o coração já se faz tambor há muito tempo. As pernas cruzam-se na cintura dele e se esquecem ambos de como é que se respira. Os minutos passam e passam com eles colados...

 Diego ao final entrelaça as mãos nas de Roberta já com o rosto suado sobre o dela e lança olhadas fixas. O ritmo e a força se descontrolam e ele não sente nessidade de abafar os sons dela que tanto gosta de ouvir. Permite que se contorça e lhe arranhe os braços e as costas.

 Estão presos, um sentindo a pulsação dentro do outro por segundos eternos. Os espasmos os levam a quase se esquecerem de onde estão, do que são ou o que tudo aquilo significa.

 O prazer por prazer acaba, o prazer pelo amor perdura até os confins da terra. Seja lá como for que as pessoas interpretem e queiram achar de frases desse tipo, é mais que verdade que a experiência é inexplicavél, enlouquecedora e sobrenatural...

 Exausto, ele vem no abraço dela. Vê que Roberta está amolecida e que cada sentido dela, como o seu, se aflorou de tal maneira que demoram alguns minutos para se recuperar.

 Ao sair dela, Diego fica ao seu lado tendo-a sobre o peito. Os dois se olham com carinho e ele afasta uma mexa do cabelo dela do rosto.

-Tá frio amor... –Roberta levanta um bico em sua direção.

-Frio? Espera...

 Ele puxa o edredom e ela se cobre com o lençol até que ele vem com um sorriso e a cobre.

-Obrigada, lindo... –Roberta se volta manhosa e lhe dá um beijo.

 Diego entra debaixo do edredom e suspira quando ela o abraça novamente. Está tão entregue, tão dele... Passa as mãos nos cabelos dela e recebe um beijo no pescoço um pouco mais demorado e terno.

-Diego...

-Hm?

-Acho que agora eu gosto desse abajur...

 Ele ri.

-E eu gosto ainda mais...

 Diego ao dizer isso lhe dá um beijo sobre a testa e outro perto dos olhos. Abraça suas costas debaixo do edredom e a sente se aconchegar mais.

 Eles vão fazendo um carinho suave... Vão aproveitando o que não querem que acabe... Vão ficando acordados para sentir ainda a sensação da passagem do outro no corpo... Tudo que ainda está impregnado no cheiro do outro na pele, o gosto na boca, o corpo inteiro e de tudo que aconteceu...

 Vão sonhando acordados um pouco mais até que adormecem para sonhar de verdade.

 A chuva também cansada de brigar com a noite, cessa. Tudo que parece forte desaba quando deve.

 O dia amanhece calmo e as fitas do sol já cobrem o molhado da noite pela cidade. O quarto está a maior bagunça e a claridade entra pelo vidro acordando Roberta que boceja e se espreguiça procurando por Diego.

 Sorri ao vê-lo ao seu lado, cabeça enfiada no travesseiro, com as mãos por baixo dele a respirar com força.

 Se levanta quieta e vai até o banheiro, quando volta, procura um pijama no guarda-roupa e veste para voltar a deitar. Ainda é muito cedo e também domingo... Poderiam ficar na cama até tarde que não teria mal algum.

 Ela entra novamente debaixo do edredom e  se cobre chiando do frio da manhã. Fica a reparar o rosto de Diego todo amassado no travesseiro. Fica rindo da imagem dele largada e imaginando como seria de agora em diante poder ver isso todos os dias.

 De leve ela leva o indicador até a orelha dele.

-Hm? –Diego acorda e Roberta fecha os olhos rapidamente, fingindo dormir.

 Ele mal percebe o que acontece e dorme de novo.

 Roberta morde a boca com um jeito de quem quer aprontar. Volta a levar o indicador na orelha dele na entrada do ouvido. O rapaz ergue a cabeça e sacode.

-Que tá havendo?...

 Os olhos pesados o levam até Roberta. A menina finge bem um sono que não tem, mas ele, mesmo meio sonolento, sempre era capaz de perceber algo de errado com ela.

-Hm... –Ele se aproxima sorrindo. –Então tem gente que não quer que eu durma?

 Ela acaba não aguentando e ainda de olhos fechados não segura também um sorriso.

-Então ninguém vai dormir!

 E ele começa um ataque de cócegas na cintura dela, fazendo-a gargalhar enquanto sente lhe morderem o pescoço.

-Ai, tá bom, parou! Parou!

-Você vai me acordar todos os dias assim, é?

-Ah, posso bater panela se você quiser... –Roberta ri ainda presa nas mãos dele.

 Um jeito de estudar um ao outro alguns segundos sempre é especialidade deles.
-Uma nova vida começa hoje... 

-É...

-O que você espera senhorita? –Diego brinca deitando ao lado dela.

-Eu espero... –Ela faz ora. –Espero muitas e muitas manhãs como essa...

-Eu não.

-Não?

 Ele balança a cabeça de um lado e outro negando. Logo passa a mão pelo rosto de Roberta e conclui:

-Eu espero manhãs, tardes, noites, reveillons, natais, páscoas... Dias, semanas, meses e anos pra viver com você...




Comentários

  1. posta mais é muito lindo esses capitulos :)

    ResponderExcluir
  2. AMEIII SEM PALAVRAS PARA DESCREVER COMO Q EH PERFEITO!!

    ResponderExcluir
  3. Ainda morro com esses capítulos....Aline cada dia escreve melhor!!!
    Darly

    ResponderExcluir
  4. Lindoooooo
    Ameeeei
    Posta ++++++++++++++++++++++++++

    ResponderExcluir
  5. que coisa mais linda,amei
    posta mais Aline

    ResponderExcluir
  6. Oi gente, to passando p agradecer q estejam acompanhando a segunda fase, comentando e tudo e dizer q sem vcs p aqui a história não seria nada.
    Ah, p as pessoas q estão lendo esperando q a Roberta fique grávida, se for só p isso podem ir p outra história pq nessa não vai rolar de jeito nenhum, ok. Muito obrigada amores, beijão!

    ResponderExcluir
  7. amei amei amei ta perfeito posta logooo o proximo anciosaaa

    ResponderExcluir
  8. Aline .. posta os contos, faz um tempão que você não posta .
    - Millena

    ResponderExcluir
  9. eu amo sua web de paixao...... quem tiver twitter segue ai : https://twitter. bjus.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Cap 44- O convite

 Franco e Eva a observam sem entender muito. Afinal segundo os amigos Roberta não queria ir nessa viagem. -Como você sabia que...? -A Alice me disse hoje. -Hoje? -É, eu acordei ela. -Acordou? -Eva se surpreende. -É, e ela não ficou muito feliz não... Mas pedi que fosse combinar com os outros. -Ela foi pro colégio sem a minha autorização? -Bebê! Deixa disso vai? -Eva o segura buscando mostrar a Franco que ele não tinha motivos para se alterar. -Ok!  Roberta abre um sorriso. -Vocês podem ir. Eu vou dar um jeito. Mas vou mandar um dos homens de minha confiança para olhar vocês... -Mas... -Roberta! -Eva também tenta convencer a filha a aceitar lançando um olhar repreensivo. -Ok, tudo bem. Vou arrumar minha mala! Obrigada gente.  A rebelde dá um beijo na mãe e sobe as escadas feliz da vida.  Eva fica parada pasma. -O que foi isso? -Franco sorri. -Ela nos agradeceu e ainda te deu um beijo antes de sair? Foi isso mesmo que eu vi? -Eu só quero saber um...

Cap 100- "Felizes para Sempre"

 Tomás e Pedro recebem as namoradas e as cumprimentam fascinados. Diego fica por último e tem um semblante sonhador ao vê-la ainda mais bonita do que nunca. -Vocês estão iguaizinhos aos “Homens de preto”. –Ela ri ao descer. -E você tá a coisa mais linda que eu já vi. -Ah... –Ela envolve os braços nele que termina de descê-la segurando sua cintura enquanto se beijam. -Hm... Tirei seu batom. –Ele passa o dedo no canto da boca dela tentando concertar. -Se foi pra você tirar que eu passei...  Diego ainda a beija mais um pouco antes de seguir até onde o baile de formatura ocorria, mas quando finalmente chegam, têm a sensação de estarem em um filme. -Ué, sem ponche? –Roberta retifica a mesa e pega um doce. -Acho que não vão anunciar o rei e a rainha do baile, mas quer dançar comigo? –Ele a chama segurando em sua mão. -Claro! Afinal, se fossem seria a Alice e o Pedro mesmo! -Ah... Duvido, você é a garota mais linda aqui. -Você vê assim porque me ama! -E porqu...

Cap 30- Incertezas...

 Diego aproxima a boca, que vem aquecida pelo banho que havia tomado. Roberta não se mexe, somente respira. Com muita vontade ele invade os lábios dela compulsivamente. Beija de modo que a respiração não encontra tempo de entrar nos pulmões.  O rebelde se perde no interior da boca que o recebe sem resistência. Saboreia sem limites e sem demora segundo após segundo.  Aperta forte o corpo dela contra o seu. Roberta não encontra a razão dentro de si para interrompê-lo. Está aérea.  Ele dá um passo para frente e a leva junto, agarrado à toalha que a cobre. Um pouco mais e ela cairia.    Roberta sente um frio na barriga que lhe percorre todo o corpo e que deixa suas pernas bambas. Ela em alguns milésimos de segundo pensa em pará-lo mas não quer, não consegue. Os beijos dele a deixam sem forças, sem condições de impedir que ele a tenha.  A janela aberta lhes oferece o frio da noite mal começada. O vento trás uma leve neblina e balança a cortina fina e tr...