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Cap 3 (Faculdade) Sonho no lixo?



 Parece que o mundo se acostumou a sujar a coisa mais bonita que já existiu. As carícias, os toques secretos, a maneira de deixar o outro pegando fogo. Tudo é visto como um misto de atos criminosos contra as divindades e não como algo também divino.


 Os olhos dela pouco se mexem, havia adormecido com a fala de Diego que demorou a perceber que Roberta estava quieta demais.

 Quando percebe, no entanto, ele permanece com um sorriso no canto da boca, passando os dedos no rosto dela abaixo de seu queixo.

-Roberta...

 A garota não responde.

-Ê sono pesado... –Diego olha atento e vai pensando. –Não vejo a hora da gente se mudar...

-Hm? –Ela desperta com o olhar pesado. –Que?

 Diego ri.

-Nada... Vem... –Ele levanta e vendo que praticamente ela ainda dorme, a pega no colo. -Vou te levar pra cama.

-Não, eu sei andar...

Mesmo dizendo isto, Roberta se entrega nos braços de Diego e permite que a leve meio dormindo meio acordada, com um sorriso bobo do mimo que recebe. Ao atravessarem sala e o pequeno corredor chegam ao quarto.

-Pronto... –Ele a coloca na cama.

-Aonde você vai?

-Trocar de roupa.

-Não... Vem! –Ela o chama com as mãos. –Tá bom assim...

 Roberta com certeza havia reparado que estava sem camisa, mas nada mais que isso. Se estava vestido ou não é a última coisa que importa. Se estivesse tiraria, se não, ótimo.

 Diego deita ao lado dela e a abraça por trás, beijando seu ombro repetidas vezes.

-Hum... Saudade de dormir assim com você...

-Também... –Ela vira o rosto para ele e se beijam.

 O beijo dele vem quente, molhado e lento. Vem mexendo por dentro e fazendo barulho. Diego está a cada dia mais apaixonado e mais intenso.

 De olhos fechados e somente com o som da respiração naquele quarto quieto, Roberta vai experimentando invasão da mão dele debaixo de sua blusa e isso quase a faz perder o controle.

-Para... –Ela o afasta ofegante.

-Ah... Por quê?...

 Manhoso e sem dar atenção ao que ouviu, o garoto continua beijando seu pescoço, mordendo e causando arrepios. Usa de todas as técnicas que nunca falham com ela. Sabe onde tocar e como tocar.

-Diego... –Ela tenta dificultar tentando fingir um sono que ele já havia espalhado. –A gente...
-Você não quer?
 A menina morde o lábio já rindo ao sentir os dedos dele beliscando de leve seu umbigo.
-Tá com sono não?
-Até tava... –Ele tem um olhar malicioso enquanto alisa os cabelos dela. –Mas você me enlouquece... To morrendo de vontade de você...
-Hm... Não vou te deixar morrer...
 Permissão cedida e roubada ele puxa dela a blusa leve e comprida, que era a única peça acima das roupas íntimas. Começa, por cima dela, a comprimir o peito despido sufocando um novo beijo em sua boca.
 Os toques vão ficando mais fortes e repetitivos, o que faz a pele se aquecer e se avermelhar. O lençol suave é agredido pela força com a qual aquele namoro vai tomando rumo. Parece que há tempos nem se tocavam, de tão ansiosos.
 Ainda está no começo de tudo, mas já sabiam que por esse começo como tudo iria terminar.

 Ele a abraça, aperta a cintura, procura partes do corpo dela de que sente saudade. Experimenta o gosto de sua pele, o cheiro que já era único no mundo e a temperatura do quarto parece aumentar.
-Ouviu isso? –Ela para quase sem conseguir puxar o ar.
-Não é possível...
-É o seu telefone.
-Não vou atender. –Diego volta a lhe beijar como fizera quando Caio chamava na porta.
 Como naquela cena, a insistência acaba por fazer com que ele vá bufando de estresse e raiva para atender. Quem quer que fosse, não seria muito bem atendido.
 Roberta o vê se levantar indo até a cômoda pegar o celular. Arruma a roupa no lugar, se senta na cama já bem bagunçada e observa a chatiação começar.
-Pedro? Como?
 Diego se altera e vendo isso, Roberta vai até ele, ficando ao seu lado tentando ouvir o que conversam. Pelo jeito não é coisa boa.
-Tá, tudo bem.
-Que foi? –Ela fica aflita.
 Diego não explica e continua falando em tom de discussão. Assim que a ligação termina, ele conta.
-Eles estão na sua casa.
-Eles?
-Alice, Pedro, Carla e Tomás. Já tavam vindo de volta pro Brasil quando tentamos entrar em contato.
-Mas porque você ficou assim?
-Não me explicaram direito. É melhor a gente ir pra sua casa.
-Ah... Minha casa?... Que chato...
-Ah, olhos lindos... –Ele passa os cabelos dela para trás da orelha.
-Você sempre vai me chamar assim, né?
-Quem manda ter os olhos mais lindos que eu já vi!
-Não é uma reclamação... Eu adoro que me chame assim...
-Olhos lindos, olhos lindos!!
 Eles dão mais um beijo antes de se vestir e voltar para a casa de Eva e de Franco. Ainda não é muito tarde da noite e a reunião com a banda poderia durar muito ou nada.
 O caminho até lá nem é tão muito longe, mas demoram cerca de meia hora para chegar. O táxi os deixa na porta e ao entrar, o encontro com os amigos, depois de alguns dias é mais estranho do que se esperava.
 Sentados no sofá de Eva, estão eles: Tomás e Carla bem grudados, com um estilo artístico e centrado, jamais visto. Alice com uma elegância “apiruada” realmente muito moderna e com ar de desdém. E finalmente Pedro, com os ombros curvados, olhos de cansaço e uma roupa que parecia ter um suor seco, como se houvesse passado todo o dia com ela.
-Foi mal atrapalhar... –Tomás manda indireta.
-Atrapalhar o que? A gente tava arrumando o apê, nada...
-Melhor não continuar... –Roberta corta Diego. –Tá confirmando o pensamento dele e não é sobre nós que vamos conversar é sobre a banda.
-Viemos pelo show.
-É. –Tomás olha para Carla e confirma. –Só pelo show. Vamos voltar pra Europa assim que acabar. Pretendemos ficar lá um bom tempo.
-Eu também vou voltar para os Estados Unidos!
-Vai? –Roberta olha para Alice incrédula.
-Sim. Eu to amando o mundo da moda, das passarelas...
 Diego se incomoda com todo aquele papo e se direciona a Pedro.
-E você?
-Eu o que? –O rapaz tem a expressão oprimida, um jeito derrotado.
-O que vai fazer?
-Vou fazer o show e depois continuar a trabalhar pra pagar a faculdade.
 Roberta sente um aperto no peito. Mira os amigos com um nó na garganta.
-Então é isso? Acabou?
 Todos a olham, calados.
-Todo mundo desistiu do sonho de cantar? Vão jogar a banda no lixo?
-Também não é assim Roberta!
-Ah não, Carla? Vocês estão...
-Escolhendo outros rumos... –Diego olha para Roberta, muito calmo, talvez tentando mostrar a ela que é a vida de cada um e que eles têm o direito de decidir o próprio futuro.
-A gente se decidiu. Não podemos desistir das oportunidades que aparecem.
-Nem deixar passar. –Carla completa Tomás.
 Pedro, com os ombros curvados, também explica.
-Temos responsabilidades agora que saímos do colégio.
-E sonhos novos! –Alice faz gestos e é puro sorrisos. –O mundo é mais que uma bandinha de amigos.
-Bandinha? –Roberta fica furiosa. –Que é que deu em você, sua patricinha ridícula?
-Ridícula é...!
-Ei, ei, ei! –Franco desce as escadas acalmando os ânimos. –Querem acordar a casa toda? Podem ir tratando de ir cada um pra sua casa.
-Eu vou voltar com o Diego.
-Nada disso, Roberta. Você ainda mora comigo e com a sua mãe e vai nos obedecer!
-Mas de jeito nenhum!
-Calma... A gente dá um jeito. –Diego lhe fala ao ouvido e isso é suficiente para que segure a língua.
 Por fim eles correm com a conversa, combinando os ensaios para acontecerem na casa de Eva, falam sobre o figurino, as músicas que vão cantar e em alguns instantes se despedem.
 Cada um vai para casa e contra a vontade, Roberta não volta com Diego.
-O seu pai é um saco.
-Meu daddy é demais tá? –Alice assopra as unhas recém-pintadas.
-Que você tem?
-Felicidade?
-Você tá muito fútil! Distraída! Nem aí pra nada além do próprio umbigo. E essas roupas...!
-Não fala das minhas roupas! São da coleção do meu daddy, tá?
-Dá pra parar de falar “daddy”?
 A irritação em Roberta é muito visível.
-Você tá muito chata. Come um docinho...
-Pega o docinho e...
-Ó, que feio!
-Dá pra falar comigo como adulta?
-Com 18 anos? Não mesmo... –Os olhos de Alice nunca param nos de Roberta. A menina realmente está muito centrada em si mesma e ignora a existência de mais alguém no seu quarto.
-Quer saber? Fui!
-Pra onde?
-Recomeçar o que eu deixei por sua culpa!

Comentários

  1. mais e mais
    eles podiam ter a primeira noite deles no apartamento deles,era legal
    bjs amo a sua web

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  2. Posta ++++++++++++++++++++++++++++++++
    Ta muito lindo

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  3. ta demais com tudo q tem direito vc é otima e posta mais ta deixando todos ansiosos vaaaaii queremos mais e mais sempre

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  4. AH TO TRISTE NÃO TEM MAIS BANDA ALICE NOS ESTADOS UNIDOS CARLA E THOMAS NA EUROPA SÓ CONTINUA PEDRO ROBERTA E DIEGO NO BRAZIL TO MUITO TRISTE FAZ ELES VOLTAR PFPFPFPFPFP VAI FICAR MUITO CHATO =(

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  5. Nossa ate deu um aperto no coração , medo do futuro agora , sei que essa banda nao iria durar pra sempre mais pensei qui pelomenos eles iriam ficar perto um do outro como sempre , e mais amigo que antes ............
    Muito triste si fosse eu tbm estaria irritada , que nem a roberta ....

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  6. Aliiine, parabéns! Ta ótimo.. Quando comecei a ler prometi a mim mesmo que não iria ficar viciada, mas, você torna essa missão impossível!!

    Novo Blog:
    http://themusicdiariess.blogspot.com.br/

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  7. Alineee! ta tudo de bom esse capitulo posta logo o capitulo 4 por favorzinho *-*
    (bjs Julia)

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  8. muito boa essa faze nova da história tó adorendo

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  9. ta legal de mais mas me deixou preucupada é o fiim de rebeldes

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  10. ALINE VOU TE MATAR KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK BRINCADEIRA RSRSRSRSRSRSRSRSRSSRSRSRS

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  11. Amando akie, adorei esse negoçio do Caio,eles vão brigar, e eu gosto das brigas, me deixa cada vez com mais vontade de ler, Olha PARABÉNS, vc escreve maravilhosamente, sei que recebe muitos elogios, mas quero que saiba que EU admiro mt você
    Beijos
    Fernanda

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